Comissão mista debate financiamento e desafios do Programa Minha Casa, Minha Vida nesta quinta – Notícias
26/04/2023 – 10:42
Fred Loureiro/Governo do Espírito Santo
Casas do programa Minha Casa, Minha Vida no Espírito Santo
A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida, promoverá audiência pública nesta quinta-feira (27) sobre o tema “Financiamento e Desafios do Programa – Retorno das Operações Financiadas e Avanços das Operações Subsidiadas”.
Gerido pelo Ministério das Cidades, o programa volta com mudanças. A principal delas, segundo o governo, é o retorno da Faixa 1, que atende as famílias de menor renda.
Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida havia sido substituído no governo Bolsonaro pelo Casa Verde e Amarela, que não fez contratações para a faixa de menor renda, que recebe subsídios do Orçamento federal.
Convidados
Foram convidados para o debate com os parlamentares:
– a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães;
– a diretora da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Habitacional e Companhias Hipotecárias (Abech), Tarsila Ortenzio Velloso;
– o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins; e
– o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP), Rodrigo Luna.
A audiência está marcada para as 9h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo portal e-Cidadania.
Da Redação – MB
Fonte: Câmara Dos Deputados
Comissão do Minha Casa, Minha Vida promove primeira audiência nesta quarta-feira – Notícias
25/04/2023 – 13:10
Fred Loureiro/Governo do Espírito Santo
Conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida no Espírito Santo
A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida, realiza sua primeira audiência pública nesta quarta-feira (26).
Gerido pelo Ministério das Cidades, o programa volta com mudanças. A principal delas, segundo o governo, é o retorno da Faixa 1, que atende as famílias de menor renda.
Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida havia sido substituído no governo Bolsonaro pelo Casa Verde e Amarela, que não fez contratações para a faixa de menor renda, que recebe subsídios do orçamento federal.
Debatedores
Foram convidados para discutir a medida provisória com os parlamentares o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Hailton Madureira de Almeida; e o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), Jorge Lange, entre outros.
A audiência será realizada a partir das 11 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo portal e-Cidadania.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Cancelado debate sobre impacto da exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha – Notícias
25/04/2023 – 08:36
TTstudio/DepositPhotos
Impactos da mineração devem ser abordados na audiência
As comissões de Finanças e Tributação; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados cancelaram a audiência pública conjunta que fariam nesta quarta-feira (26) sobre a exploração de minério de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
“O lítio é reconhecido mundialmente como um dos elementos mais importantes
para as alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, pois é a principal matéria-prima para produção de baterias e veículos elétricos”, explica o deputado Paulo Guedes (PT-MG), que havia pedido a realização da audiência. Ele ressalta ainda que o mineral, conhecido como “petróleo branco”, também é importante para a indústria farmacêutica.
Segundo dados de 2021 do Serviço Geológico dos Estados Unidos, citados pelo deputado, o Brasil possui a sétima maior reserva de lítio conhecida no mundo, e 85% dessas reservas estão localizadas no Vale do Jequitinhonha.
Ainda não há nova data marcada para o debate.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Impacto da exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha é tema de debate na quarta – Notícias
24/04/2023 – 12:50
TTstudio/DepositPhotos
Impactos da mineração devem ser abordados na audiência
As comissões de Finanças e Tributação; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promovem audiência pública conjunta nesta quarta-feira (26) sobre a exploração de minério de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
“O lítio é reconhecido mundialmente como um dos elementos mais importantes
para as alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, pois é a principal matéria-prima para produção de baterias e veículos elétricos”, explica o deputado Paulo Guedes (PT-MG), que pediu a realização da audiência. Ele ressalta ainda que o mineral, conhecido como “petróleo branco”, também é importante para a indústria farmacêutica.
Segundo dados de 2021 do Serviço Geológico dos Estados Unidos, citados pelo deputado, o Brasil possui a sétima maior reserva de lítio conhecida no mundo, e 85% dessas reservas estão localizadas no Vale do Jequitinhonha.
Além de discutir a importância econômica da exploração do lítio, Paulo Guedes alerta que é preciso avaliar os impactos que a mineração pode acarretar na região e quais seriam as medidas compensatórias e ações mitigadoras necessárias para reduzir eventuais danos ambientais.
Foram convidados para discutir o assunto, entre outros:
– o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa;
– o diretor-substituto do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Paulo Fernando Almeida Braga; e
– o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Gomes de Moraes.
O debate será realizado no plenário 4, a partir das 9 horas.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Câmara instala comissão externa para investigar desastre ambiental em Maceió – Notícias
20/04/2023 – 11:21
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Alfredo Gaspar pediu a criação do colegiado e vai coordenar os trabalhos
A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (19) uma comissão externa que vai fiscalizar os danos sociais, ambientais e econômicos causados pelo afundamento do solo em Maceió (AL). O colegiado, criado no fim do mês passado, será coordenado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Gaspar afirma que a empresa Braskem explora a extração de sal-gema no subsolo de Maceió há anos. “A necessária escavação profunda, aliada à exploração desenfreada das jazidas, culminou em um colapso no solo da região que compreende os bairros de Mutange, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Flexal e Farol, causando um impacto social, ambiental e econômico sem precedentes na capital alagoana,” disse o parlamentar.
Mais de 50 mil pessoas foram afetadas pelo desastre ambiental. “Os moradores dos bairros perderam suas casas, empreendedores ficaram sem seus trabalhos e milhares de alunos deixaram de ir às escolas sob o risco iminente de colorarem suas vidas em risco. O Patrimônio Histórico e Cultural foi dizimado”, enumera Gaspar.
O assunto também foi tema de uma comissão externa em 2019.
Projeto
Alfredo Gaspar também é autor do Projeto de Lei 740/23, que suspende o pagamento de proventos a acionistas de sociedades por ações quando elas estiverem envolvidas em desastres ambientais. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados.
A comissão externa é composta por 9 deputados. Todos de Alagoas.
Gaspar ressalta a participação, de forma apartidária, da bancada alagoana. “Não podemos deixar a Braskem passar impune e as vítimas sem ressarcimento”, afirmou o coordenador.
Agenda
A próxima reunião do colegiado está marcada para terça-feira (25) e irá votar o plano de trabalho e os pedidos para a realização de visitas técnicas a Maceió e audiências públicas na Câmara com moradores dos bairros atingidos, representantes da Braskem e de órgãos governamentais.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Lira reafirma que o Plenário precisa discutir projeto sobre fake news e redes sociais – Notícias
19/04/2023 – 19:37
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Lira defendeu a extensão da imunidade parlamentar para as redes sociais
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou no Plenário que o projeto sobre o combate às fake news (PL 2630/20) será incluído na pauta de votações da última semana de maio. Ele disse ainda deverá discutir, na próxima semana, um acordo sobre os projetos que querem anular os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revisar o marco regulatório do saneamento.
O relator do PL das fake news, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), está negociando o texto com as lideranças e o governo. Os deputados deverão analisar o requerimento de urgência – que permite a inclusão do texto na ordem do dia e depende do aval de 257 deputados – para então votar o texto. No ano passado, a urgência foi rejeitada por 7 votos.
Lira defendeu a realização de um debate “amplo e claro” sobre o tema. “Não é justo para esta Casa que não tenha o seu direito de imunidade parlamentar estendido para as redes sociais; não é justo para esta Casa não ter como investigar quem planta terror na vida dos nossos filhos nas escolas; não é justo para esta Casa não debater temas de importância mais uma vez porque nos não teremos a solução deste problema se esse projeto não vier para o Plenário”, disse.
Saneamento
Lira afirmou ainda que vai discutir os projetos de decreto legislativo que pretendem anular decretos do presidente que reviu pontos do marco legal do saneamento. Um dos pontos polêmicos é a autorização de prestação de serviços por empresas estatais sem licitação.
“Estamos continuando na busca de diálogo com relação ao projeto que trata do marco do saneamento, que é muito caro – uma matéria que foi aprovada nesta Casa como lei e temos um decreto que tem alguns problemas que precisam ser superados sempre com diálogo”, disse Lira.
CPIs e pauta
O presidente da Câmara disse ainda que vai decidir na próxima semana sobre requerimentos de instalação de comissões parlamentares de inquérito e cobrou das lideranças os projetos considerados prioritários para que sejam discutidos na reunião de líderes de quinta-feira.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara Dos Deputados
Projeto assegura direito adquirido em empreendimentos sujeitos a licenciamento – Notícias
17/04/2023 – 16:21
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Marangoni: Exigências ambientais são compatibilizadas com segurança jurídica
O Projeto de Lei 98/23, do deputado Marangoni (União-SP), estabelece que as políticas urbana e ambiental devem respeitar o direito adquirido de proprietários de empreendimentos sujeitos a licenciamento. O objetivo é evitar que novas normas mais restritivas prejudiquem pessoas que tenham cumprido todas as exigências vigentes no momento do licenciamento.
“É fundamental que as exigências ambientais e urbanísticas sejam compatibilizadas com a segurança jurídica, essencial ao desenvolvimento econômico. Isso não significa que medidas necessárias à preservação do interesse público não possam ser tomadas. Apenas assegura ao titular do direito adquirido uma indenização justa pelo prejuízo suportado”, disse Marangoni.
O projeto altera quatro leis, incluindo o Estatuto da Cidade e o Código Florestal, e prevê ainda que:
- a Política Nacional do Meio Ambiente deve garantir a segurança jurídica na construção e funcionamento de estabelecimentos sujeitos a licenciamento ambiental;
- novas regras urbanísticas que limitam o direito de propriedade deverão ser objeto de consulta prévia a órgãos ambientais, de proteção do patrimônio cultural e de gestão de redes de infraestrutura;
- as Áreas de Preservação Permanente (APAs) urbanas serão fixadas pelo plano diretor, após consulta aos órgãos ambientais e de gestão de recursos hídricos.
Prazo
O projeto determina também que, na ausência de disposição em contrário, serão de 60 dias os prazos para a expedição das diretrizes de urbanização de projetos de loteamento e de análise de projetos de parcelamento ou edificação.
Será igualmente de 60 dias o prazo para vistoria e expedição do termo de verificação de obras em loteamentos. Uma vez expedido, esse termo institui direito de propriedade sobre a área, incorporando ao lote o direito de construir.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Urbano; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara Dos Deputados
Lira prevê votação rápida para projetos de combate às fake news e do novo arcabouço fiscal – Notícias
17/04/2023 – 12:01
Reprodução YouTube
Lira concedeu entrevista ao Canal Livre
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista ao Canal Livre, programa da Band que foi ao ar neste domingo (16), que o projeto que trata do combate às fake news e regulação das redes sociais (PL 2630/20 e apensados) deve ser votado ainda neste mês. O assunto ganhou evidência nas últimas semanas após o ataque a escolas em São Paulo e Blumenau (SC), que teriam desencadeado uma onda de ameaças de novas ações nas redes sociais.
“Esse é um assunto que assombra e preocupa a todos. Mas essa questão terá uma definição agora entre o dia 26 e 27 no Plenário”, afirmou. Lira disse também que a polarização no Congresso Nacional tem por pano de fundo “as likes, as curtidas, as lacrações” nas redes sociais. O PL 2630/20 é relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que deverá se reunir com os partidos nos próximos dias para discutir o texto que vai à votação no Plenário.
Outra matéria que deve ser votada rapidamente, segundo o presidente, é o projeto do novo arcabouço fiscal do País. O texto está sendo finalizado pelo governo, e a previsão é de que seja enviado ao Congresso Nacional ainda neste mês.
“A nossa expectativa é que o texto, chegando, designaremos o relator rapidamente, e que duas ou três semanas, no máximo, estaremos votando o texto em Plenário”, disse Lira. O novo arcabouço fiscal vai substituir o regime de teto de gastos, em vigor desde 2016.
A entrevista ao programa Canal Livre tratou de outros assuntos. Veja abaixo os principais pontos da participação do presidente da Câmara:
Reforma tributária – O presidente disse que a matéria deverá ser votada na Câmara ainda no primeiro semestre. “Estamos tentando diminuir arestas de pontos específicos”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é entregar uma reforma que simplifique a vida das empresas.
Base do governo na Câmara – De acordo com Lira, a verificação do apoio ao governo dentro da Câmara só será possível na votação de matérias mais polêmicas, como a desoneração de folha e a revisão de incentivos fiscais de determinados setores. “Não tivemos ainda um teste duro. As matérias mais complicadas chegarão agora, depois das comissões instaladas”, disse.
Impostos – Lira afirmou que não há possibilidade de o Congresso aprovar aumento de impostos. O assunto ganhou espaço após a apresentação do novo arcabouço fiscal pela equipe econômica, que dependerá de uma elevação na arrecadação para ser viabilizado. “Não há de jeito algum. Isso nem o governo quer nem nós aprovaremos”, disse.
Medidas provisórias – O presidente da Câmara negou que haja “guerra” com o Senado. O que a Câmara procura é uma “proporcionalidade adequada” na formação das comissões mistas de análise das MPs. Hoje, há número igual de deputados e senadores nesses colegiados, e Lira defende o modelo da Comissão Mista de Orçamento, onde a presença de deputados é maior.
Marco legal do saneamento – Há um clima de insatisfação na Câmara em relação aos decretos do governo Lula que regulamentaram pontos da lei do marco legal do saneamento (Lei 14.026/20), segundo Lira. Para ele, o governo terá que negociar mudanças, se não a Câmara pode aprovar um projeto de decreto legislativo (PDL) anulando os decretos. “O clima não é de satisfação e a possibilidade de se votar um PDL, ela existe. Mas sempre antes de PDL eu tenho por hábito exaurir a discussão ao máximo, para que o governo possa rever os exageros do decreto”, disse.
Taxa de juros – Para Lira, não pode haver redução de juros artificial. “Precisamos entender que o Banco Central independente é uma conquista do País”, disse.
Embates na Câmara – O presidente afirmou que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deve ser instalado nesta semana e vai analisar as trocas de ofensas entre parlamentares que têm ocorrido em algumas comissões da Câmara. Para ele, os casos mais graves devem ser punidos. “Eu entendo que esse processo de polarização exacerbada só vai parar com as punições adequadas, que eu não tenho dúvida que virão”, disse Lira.
Reforma administrativa – A reforma administrativa está pronta para ser votada no Plenário da Casa, segundo Lira, mas ainda é preciso que a discussão esteja “solidificada” por envolver quórum constitucional (308 votos para ser aprovada). “A reforma administrativa está pronta para Plenário, mas não há de se colocar matéria de quórum constitucional sem ter isso solidificado”, disse.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara Dos Deputados
Boulos abre mão de relatoria da MP do Programa Minha Casa, Minha Vida – Notícias
13/04/2023 – 13:29
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Boulos assumirá a vice-presidência da comissão mista
O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) anunciou nesta quinta-feira (13) que abriu mão da relatoria da medida provisória que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida (MP 1162/23).
“Para garantir o funcionamento da comissão mista sem obstruções, assumiremos a vice-presidência da comissão e não mais a relatoria”, afirmou o parlamentar em nota. Boulos disse ainda que houve um acordo para que suas contribuições ao texto sejam incorporadas pelo novo relator.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Livro traz bastidores da construção do marco legal do saneamento básico – Notícias
12/04/2023 – 21:22
Nesta quarta-feira (12), foi lançado na Câmara o livro “Marco Legal do Saneamento Básico – por quem fez”. O documento foi escrito por dez mulheres que trabalharam nas diversas etapas de construção do marco legal do saneamento básico (Lei 14.026/20).
Para a coordenadora da obra, Verônica Sánchez, o livro é um esforço conjunto ao mostrar o percurso de elaboração do marco, desde diagnóstico, elaboração das medidas provisórias anteriores à lei, defesas da legislação no Supremo Tribunal Federal, aos processos de concessão. “São capítulos que contam a construção dessa política pública de forma conjunta com olhar de dez mulheres que colaboraram para esse processo”, disse. Sánchez é a atual diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), agente regulador para o setor.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Verônica Sanchez, coordenadora da publicação
A mudança legal facilitou a privatização de estatais do setor e exigiu licitação para a contratação desses serviços. Também criou um Comitê Interministerial de Saneamento Básico e fixou metas para acabar com os lixões a céu aberto no Brasil. Pelo marco, o acesso à água potável deve chegar a 99% da população até 2033 e o tratamento e a coleta de esgoto devem alcançar 90%.
Mariangela Fialek fez o capítulo sobre o processo legislativo da criação do novo marco regulatório. “Espero que o marco se mantenha. É um ganho imenso para a população e espero que tenha atualizações necessárias para atingir o maior número de habitantes”, disse.
A jurista Ana Carolina Laferté afirmou que a universalização do acesso ao saneamento pode ser alcançada de forma mais rápida com o novo marco. “A reforma endereçou muito bem alguns pontos. Já vemos os frutos dessa reforma, muitos investimentos, leilões, competição”, afirmou. Ela foi responsável por adequar o novo marco às diferentes competências constitucionais de União, estados e municípios em relação ao saneamento básico.
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que participou do evento, falou da importância do livro para registrar o processo de elaboração do marco do saneamento. “Um livro como este é uma oportunidade extraordinária para relembrar todo o processo de elaboração do conceito para quando voltarmos a debater esse tema possamos partir de um acúmulo de conhecimento”, ressaltou.
Jardim falou que os dois decretos do governo alterando o marco do saneamento básico não podem retroceder as alterações aprovadas pelo Congresso. “Os decretos nos preocupam porque podem modificar a vontade do legislador como regras para companhias públicas tenham critérios de eficiência e eficácia.”
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara Dos Deputados









