Novo Minha Casa, Minha Vida deve ter mais operadores financeiros, defendem debatedores – Notícias
27/04/2023 – 15:28
Bruno Spada /Câmara dos Deputados
Rodrigo Souza: não há necessidade de reserva de mercado para operar o programa
Debatedores defenderam nesta quinta-feira (27) a entrada de outros intermediadores financeiros, além da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, nas operações do Minha Casa, Minha Vida. O assunto foi tratado na comissão mista da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o programa habitacional.
Na opinião do representante da Caixa na audiência, Rodrigo Souza, não há necessidade de reserva de mercado para operar o programa. Ele ressaltou que o banco, que é o principal executor das operações com recursos do FGTS, realiza 2.644 contratos de financiamentos de moradia por dia.
“A Caixa não é favorável a nenhum tipo de monopólio ou exclusividade em fazer casa popular. Isso é uma demanda habitacional que é muito maior que a nossa capacidade de fazer, então bons agentes financeiros e bons executores são bem-vindos porque há espaço para todos”, reforçou.
Relançado com o objetivo de privilegiar as famílias de baixa renda (até R$ 2,6 mil), o programa já contratou 1,5 milhão de moradias para esse segmento e 91% já foram entregues, observou o executivo.
Souza ressaltou ainda que o maior impasse de acesso ao financiamento está em famílias com renda inferior a R$ 2 mil, que não conseguem pagar o valor de entrada da casa. Hoje, o programa tem apenas 7% das contratações voltadas para a faixa de R$ 1.600 a R$ 1.800.
Nesse ponto, ele falou da importância de contrapartidas locais de financiamento. “Quando entra um ente público local (estados e municípios) com um cheque que permite reduzir o valor de entrada, nós vemos com bons olhos”, disse.
Bruno Spada /Câmara dos Deputados
Roberto Abdalla: um agente financeiro sozinho não consegue atender o país inteiro
Pluralidade
Falando pelo setor bancário, o executivo Roberto Abdalla também defendeu a pluralidade de intermediários. “Não há dúvida de que um agente financeiro sozinho não consegue atender o país inteiro, por mais que ela tenha capilaridade”, disse.
Abdalla também apontou a necessidade de buscar novas fontes de financiamento tanto para o segmento de mercado, que opera com recursos das cadernetas de poupança, quanto o de interesse social, subsidiado em parte com dinheiro do FGTS.
“Se nós tratarmos esses dois temas como concorrentes do mesmo financiamento, vamos continuar tendo aquela curva onde a faixa mais baixa vai estar sempre muito pouco assistida”, disse. Ele representou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Habitacional e Companhias Hipotecárias, que reúne empresas com atuação no mercado imobiliário.
Nesse ponto, o relator da MP, deputado Marangoni (União-SP), falou da responsabilidade dos agentes financeiros em cumprir os termos dos contratos. Segundo ele, é comum a alegação de atrasos no pagamento e da necessidade de realinhamento financeiro para a não conclusão das obras. “Está a regra do jogo clara, na mesa, se não interessa para o mercado, não entre”, frisou o parlamentar.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara Dos Deputados
Relator teme fim do Minha Casa Minha Vida, caso STF decida por mudança na correção do FGTS – Notícias
26/04/2023 – 17:23
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Marangoni defendeu a manutenção da remuneração do FGTS pela taxa atual
Parlamentares discutiram nesta quarta-feira (26) os impactos no Minha Casa, Minha Vida de eventual mudança na taxa de remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5090, que questiona a manutenção da Taxa Referencial (TR) como índice de correção do Fundo.
O objetivo da ADI é que que a indexação seja feita por uma taxa que considere a perda inflacionária, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Por enquanto, dois ministros votaram neste sentido. O julgamento, que começou na quinta-feira (20), deve ser retomado amanhã (27).
O assunto foi tratado na comissão mista da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o programa habitacional. A medida é valida até 14 de junho.
Durante a reunião, os parlamentares argumentaram que, se ação for aprovada, terá impactos negativos na capacidade de financiamento da União ao programa, uma vez que terá de arcar com parte da correção do FGTS. Segundo o governo, o fundo, que responde por metade dos recursos do Minha Casa, Minha Vida, deverá aportar R$ 9,5 bilhões em 2023.
Fim do programa
Contrário à ADI, o relator da MP, deputado Marangoni (União-SP), defendeu a manutenção da remuneração pela taxa atual (TR + 3%) que, segundo ele, garantiu, nos últimos 4 anos, “rendimento ao cotista muito similar à poupança”.
“Estamos diante do fim do Minha Casa, Minha Vida, caso haja julgamento procedente da ADI 5090. Caso a indexação seja pela poupança, o Fundo tem que remunerar TR mais 6%, significa o encarecimento dos empréstimos ao tomador beneficiário de 3%”, frisou o deputado.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), defendeu aumento da parcela de financiamento da União ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje arca com metade dos recursos do programa.
“O que nós não podemos é penalizar o trabalhador de baixa renda excluindo ele do programa habitacional, porque nós não temos como subsidiá-lo. O que vai acontecer com o julgamento do STF é que o trabalhador de baixa renda ficará sem subsídio e excluído do programa habitacional, se não entrar recursos do Orçamento Geral da União”, disse Braga.
Ele salientou que o prejuízo pode ser maior para as famílias na chamada Faixa 1, até R$ 2.640 mensal em áreas urbanas e até R$ 31.680 anuais em áreas rurais.
O deputado Silvio Costa (Republicanos-PE), por sua vez, defendeu “blindagem” do FGTS, como forma de dar segurança jurídica ao programa.
“Como podemos fazer uma blindagem dos recursos do FGTS para o Minha Casa, Minha vida, porque muitos projetos mexem com recursos, e isso termina aumentando o risco e prejudica o financiamento, porque a própria construção civil não sabe se vai ter recurso ou não”, questionou o deputado.
Pequenos municípios
Durante a audiência, o secretário Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Hailton Madureira, reconheceu problemas na implementação do programa, sobretudo em municípios com menos de 50 mil habitantes. No entanto, ele reforçou que os valores máximos para financiamento de imóveis aumentaram na nova versão: R$ 170 mil na área urbana e R$ 75 mil na área rural.
“O valor da casa rural era de R$ 36 mil e subiu para 75 mil, como resultado do diálogo com movimentos que atuam na área rural”, pontuou o executivo.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara Dos Deputados
Projeto suspende decreto que regulamenta marco legal do saneamento básico – Notícias
26/04/2023 – 11:34
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O autor da proposta, deputado Evair Vieira de Melo
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 98/23 pede a suspensão do Decreto 11.467/23, publicado no início de abril, que regulamenta o novo marco legal do saneamento básico (Lei 14.026/20). A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, foi apresentada pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES).
Melo afirma que o decreto põe em risco a execução do marco legal aprovado pelo Congresso Nacional, que tem entre seus objetivos a universalização dos serviços de saneamento no Brasil até 2033 (tratamento e coleta de esgoto, e acesso à água potável).
Ele critica em especial o ponto do decreto que permite às companhias públicas estaduais de saneamento atender municípios de regiões metropolitanas ou microrregiões sem a necessidade de licitação.
Para o deputado, a medida desrespeita o que determina o novo marco do setor, que exige licitação para o serviço de saneamento. Além disso, limita a atuação das empresas privadas no saneamento básico.
“O processo de licitação para as empresas privadas pode ser prejudicado, o que pode desaguar na limitação da capacidade de oferecer serviços melhores e mais acessíveis”, disse Melo.
“Deveria haver uma valorização das licitações para a melhorar a competição entre empresas públicas e privadas, com critérios claros e transparentes para a escolha das melhores propostas”, acrescentou.
Junto ao Decreto 11.467/23 foi publicado o Decreto 11.466/23, que trata de outros pontos da regulamentação dos serviços de saneamento básico. O governo alega que as duas medidas visam destravar investimentos públicos e privados no setor.
Tramitação
O projeto será analisado nas comissões de Desenvolvimento Urbano; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário da Câmara.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara Dos Deputados
Comissão mista debate financiamento e desafios do Programa Minha Casa, Minha Vida nesta quinta – Notícias
26/04/2023 – 10:42
Fred Loureiro/Governo do Espírito Santo
Casas do programa Minha Casa, Minha Vida no Espírito Santo
A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida, promoverá audiência pública nesta quinta-feira (27) sobre o tema “Financiamento e Desafios do Programa – Retorno das Operações Financiadas e Avanços das Operações Subsidiadas”.
Gerido pelo Ministério das Cidades, o programa volta com mudanças. A principal delas, segundo o governo, é o retorno da Faixa 1, que atende as famílias de menor renda.
Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida havia sido substituído no governo Bolsonaro pelo Casa Verde e Amarela, que não fez contratações para a faixa de menor renda, que recebe subsídios do Orçamento federal.
Convidados
Foram convidados para o debate com os parlamentares:
– a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães;
– a diretora da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Habitacional e Companhias Hipotecárias (Abech), Tarsila Ortenzio Velloso;
– o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins; e
– o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP), Rodrigo Luna.
A audiência está marcada para as 9h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo portal e-Cidadania.
Da Redação – MB
Fonte: Câmara Dos Deputados
Comissão do Minha Casa, Minha Vida promove primeira audiência nesta quarta-feira – Notícias
25/04/2023 – 13:10
Fred Loureiro/Governo do Espírito Santo
Conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida no Espírito Santo
A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1162/23, que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida, realiza sua primeira audiência pública nesta quarta-feira (26).
Gerido pelo Ministério das Cidades, o programa volta com mudanças. A principal delas, segundo o governo, é o retorno da Faixa 1, que atende as famílias de menor renda.
Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida havia sido substituído no governo Bolsonaro pelo Casa Verde e Amarela, que não fez contratações para a faixa de menor renda, que recebe subsídios do orçamento federal.
Debatedores
Foram convidados para discutir a medida provisória com os parlamentares o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Hailton Madureira de Almeida; e o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), Jorge Lange, entre outros.
A audiência será realizada a partir das 11 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo portal e-Cidadania.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Cancelado debate sobre impacto da exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha – Notícias
25/04/2023 – 08:36
TTstudio/DepositPhotos
Impactos da mineração devem ser abordados na audiência
As comissões de Finanças e Tributação; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados cancelaram a audiência pública conjunta que fariam nesta quarta-feira (26) sobre a exploração de minério de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
“O lítio é reconhecido mundialmente como um dos elementos mais importantes
para as alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, pois é a principal matéria-prima para produção de baterias e veículos elétricos”, explica o deputado Paulo Guedes (PT-MG), que havia pedido a realização da audiência. Ele ressalta ainda que o mineral, conhecido como “petróleo branco”, também é importante para a indústria farmacêutica.
Segundo dados de 2021 do Serviço Geológico dos Estados Unidos, citados pelo deputado, o Brasil possui a sétima maior reserva de lítio conhecida no mundo, e 85% dessas reservas estão localizadas no Vale do Jequitinhonha.
Ainda não há nova data marcada para o debate.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Impacto da exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha é tema de debate na quarta – Notícias
24/04/2023 – 12:50
TTstudio/DepositPhotos
Impactos da mineração devem ser abordados na audiência
As comissões de Finanças e Tributação; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promovem audiência pública conjunta nesta quarta-feira (26) sobre a exploração de minério de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
“O lítio é reconhecido mundialmente como um dos elementos mais importantes
para as alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, pois é a principal matéria-prima para produção de baterias e veículos elétricos”, explica o deputado Paulo Guedes (PT-MG), que pediu a realização da audiência. Ele ressalta ainda que o mineral, conhecido como “petróleo branco”, também é importante para a indústria farmacêutica.
Segundo dados de 2021 do Serviço Geológico dos Estados Unidos, citados pelo deputado, o Brasil possui a sétima maior reserva de lítio conhecida no mundo, e 85% dessas reservas estão localizadas no Vale do Jequitinhonha.
Além de discutir a importância econômica da exploração do lítio, Paulo Guedes alerta que é preciso avaliar os impactos que a mineração pode acarretar na região e quais seriam as medidas compensatórias e ações mitigadoras necessárias para reduzir eventuais danos ambientais.
Foram convidados para discutir o assunto, entre outros:
– o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa;
– o diretor-substituto do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Paulo Fernando Almeida Braga; e
– o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Gomes de Moraes.
O debate será realizado no plenário 4, a partir das 9 horas.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Câmara instala comissão externa para investigar desastre ambiental em Maceió – Notícias
20/04/2023 – 11:21
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Alfredo Gaspar pediu a criação do colegiado e vai coordenar os trabalhos
A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (19) uma comissão externa que vai fiscalizar os danos sociais, ambientais e econômicos causados pelo afundamento do solo em Maceió (AL). O colegiado, criado no fim do mês passado, será coordenado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Gaspar afirma que a empresa Braskem explora a extração de sal-gema no subsolo de Maceió há anos. “A necessária escavação profunda, aliada à exploração desenfreada das jazidas, culminou em um colapso no solo da região que compreende os bairros de Mutange, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Flexal e Farol, causando um impacto social, ambiental e econômico sem precedentes na capital alagoana,” disse o parlamentar.
Mais de 50 mil pessoas foram afetadas pelo desastre ambiental. “Os moradores dos bairros perderam suas casas, empreendedores ficaram sem seus trabalhos e milhares de alunos deixaram de ir às escolas sob o risco iminente de colorarem suas vidas em risco. O Patrimônio Histórico e Cultural foi dizimado”, enumera Gaspar.
O assunto também foi tema de uma comissão externa em 2019.
Projeto
Alfredo Gaspar também é autor do Projeto de Lei 740/23, que suspende o pagamento de proventos a acionistas de sociedades por ações quando elas estiverem envolvidas em desastres ambientais. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados.
A comissão externa é composta por 9 deputados. Todos de Alagoas.
Gaspar ressalta a participação, de forma apartidária, da bancada alagoana. “Não podemos deixar a Braskem passar impune e as vítimas sem ressarcimento”, afirmou o coordenador.
Agenda
A próxima reunião do colegiado está marcada para terça-feira (25) e irá votar o plano de trabalho e os pedidos para a realização de visitas técnicas a Maceió e audiências públicas na Câmara com moradores dos bairros atingidos, representantes da Braskem e de órgãos governamentais.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara Dos Deputados
Lira reafirma que o Plenário precisa discutir projeto sobre fake news e redes sociais – Notícias
19/04/2023 – 19:37
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Lira defendeu a extensão da imunidade parlamentar para as redes sociais
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou no Plenário que o projeto sobre o combate às fake news (PL 2630/20) será incluído na pauta de votações da última semana de maio. Ele disse ainda deverá discutir, na próxima semana, um acordo sobre os projetos que querem anular os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revisar o marco regulatório do saneamento.
O relator do PL das fake news, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), está negociando o texto com as lideranças e o governo. Os deputados deverão analisar o requerimento de urgência – que permite a inclusão do texto na ordem do dia e depende do aval de 257 deputados – para então votar o texto. No ano passado, a urgência foi rejeitada por 7 votos.
Lira defendeu a realização de um debate “amplo e claro” sobre o tema. “Não é justo para esta Casa que não tenha o seu direito de imunidade parlamentar estendido para as redes sociais; não é justo para esta Casa não ter como investigar quem planta terror na vida dos nossos filhos nas escolas; não é justo para esta Casa não debater temas de importância mais uma vez porque nos não teremos a solução deste problema se esse projeto não vier para o Plenário”, disse.
Saneamento
Lira afirmou ainda que vai discutir os projetos de decreto legislativo que pretendem anular decretos do presidente que reviu pontos do marco legal do saneamento. Um dos pontos polêmicos é a autorização de prestação de serviços por empresas estatais sem licitação.
“Estamos continuando na busca de diálogo com relação ao projeto que trata do marco do saneamento, que é muito caro – uma matéria que foi aprovada nesta Casa como lei e temos um decreto que tem alguns problemas que precisam ser superados sempre com diálogo”, disse Lira.
CPIs e pauta
O presidente da Câmara disse ainda que vai decidir na próxima semana sobre requerimentos de instalação de comissões parlamentares de inquérito e cobrou das lideranças os projetos considerados prioritários para que sejam discutidos na reunião de líderes de quinta-feira.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara Dos Deputados
Projeto assegura direito adquirido em empreendimentos sujeitos a licenciamento – Notícias
17/04/2023 – 16:21
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Marangoni: Exigências ambientais são compatibilizadas com segurança jurídica
O Projeto de Lei 98/23, do deputado Marangoni (União-SP), estabelece que as políticas urbana e ambiental devem respeitar o direito adquirido de proprietários de empreendimentos sujeitos a licenciamento. O objetivo é evitar que novas normas mais restritivas prejudiquem pessoas que tenham cumprido todas as exigências vigentes no momento do licenciamento.
“É fundamental que as exigências ambientais e urbanísticas sejam compatibilizadas com a segurança jurídica, essencial ao desenvolvimento econômico. Isso não significa que medidas necessárias à preservação do interesse público não possam ser tomadas. Apenas assegura ao titular do direito adquirido uma indenização justa pelo prejuízo suportado”, disse Marangoni.
O projeto altera quatro leis, incluindo o Estatuto da Cidade e o Código Florestal, e prevê ainda que:
- a Política Nacional do Meio Ambiente deve garantir a segurança jurídica na construção e funcionamento de estabelecimentos sujeitos a licenciamento ambiental;
- novas regras urbanísticas que limitam o direito de propriedade deverão ser objeto de consulta prévia a órgãos ambientais, de proteção do patrimônio cultural e de gestão de redes de infraestrutura;
- as Áreas de Preservação Permanente (APAs) urbanas serão fixadas pelo plano diretor, após consulta aos órgãos ambientais e de gestão de recursos hídricos.
Prazo
O projeto determina também que, na ausência de disposição em contrário, serão de 60 dias os prazos para a expedição das diretrizes de urbanização de projetos de loteamento e de análise de projetos de parcelamento ou edificação.
Será igualmente de 60 dias o prazo para vistoria e expedição do termo de verificação de obras em loteamentos. Uma vez expedido, esse termo institui direito de propriedade sobre a área, incorporando ao lote o direito de construir.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Urbano; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara Dos Deputados









