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Comissão aprova extensão de Área de Livre Comércio de Macapá e Santana ao município de Mazagão – Notícias

15/06/2023 – 10:29  

Divulgação

Sonize Barbosa recomendou a aprovação do projeto

A Comissão Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3420/21, que estende a Área de Livre Comércio (ALC) de Macapá e Santana, no Amapá, ao município de Mazagão, no mesmo estado.

A área, implementada em março de 1993 e localizada na fronteira com a Guiana Francesa, ocupa 220 quilômetros quadrados onde são desenvolvidas atividades de mineração, agricultura, pecuária e piscicultura.

ALCs são enclaves situados em regiões fronteiriças, dotadas de regime fiscal especial para impulsionar a industrialização e o comércio local. Entre os benefícios fiscais concedidos estão a isenção ou suspensão dos impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e de Importação (II).

Pelo projeto, o objetivo é estender ao município o regime fiscal especial estabelecido para promover o desenvolvimento das regiões fronteiriças do extremo norte do Amapá e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos.

A relatora, deputada Sonize Barbosa (PL-AP), apresentou parecer favorável ao texto. “Mazagão tem limite geográfico com o município de Santana, fazendo com que seja mais fácil sua inclusão na zona de livre comércio de Macapá e Santana, complementando a atividade entre oferta e demanda, tanto pela viabilidade logística quanto econômica”, defendeu Sonize.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara Dos Deputados

Ministro das Cidades defende decretos sobre saneamento editados por Lula – Notícias

14/06/2023 – 20:02  

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, disse aos deputados integrantes da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados que os dois decretos sobre saneamento básico editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas deram mais prazo para os municípios e os estados se adequarem ao Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/20). Os decretos evitaram, segundo ele, que centenas de cidades ficassem impedidas de receber recursos públicos.

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) (98/23), que suspende os dois decretos. O projeto atualmente está em análise no Senado. Na Câmara, a argumentação foi que os decretos extrapolaram o que diz a lei.

Segundo o ministro, cerca de 30 milhões de pessoas que moram em 1.113 municípios ficariam prejudicadas a partir de abril deste ano, caso os decretos não tivessem sido editados. Os decretos ampliaram o prazo para a comprovação da capacidade econômico-financeira das empresas que prestam serviços para essas cidades.

Jader Filho disse ainda que outro prazo ampliado vai permitir que 2.208 municípios se adequem aos critérios de regionalização dos serviços. Caso contrário, essas cidades ficariam impossibilitadas de receber recursos públicos para serviços de saneamento, principalmente em Minas Gerais, Acre, Pará e Tocantins.

O ministro destacou que os estudos para esses processos podem levar cerca de três anos. Por isso, há necessidade de aumentar a transição para o novo sistema, que exige a licitação para a concessão de serviços de saneamento.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Jader Filho participou de audiência pública nesta quarta-feira (14)

Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que solicitou a audiência pública com o ministro, o governo privilegiou o setor público. “É claro que nós temos algumas exceções, mas as empresas estatais que cuidam são ineficientes. Não tiveram êxito, não resolveram o problema. Tem muito exemplo de má gestão, muito exemplo de não atender critério econômico… E não vai atender nem se der dez anos de prazo”, disse ela.

Em resposta, o deputado Joseildo Ramos (PT-BA) disse que o serviço público sempre será necessário porque existem regiões que não interessam ao setor privado, principalmente nas áreas rurais.

Já o ministro Jader Filho disse que o governo tem compromisso apenas com a universalização dos serviços até 2033, como indica a lei. “O que nós queremos é investimento — seja do setor público, seja do setor privado. Não existe solução única. E aí vou falar um pouco da região Nordeste. Por exemplo: você levar uma adutora a 70 quilômetros, cujo sistema não fica de pé com o setor privado. Quem vai fazer esse investimento? O setor privado?”, questiona.

O deputado Domingos Sávio (PL-MG) afirmou que as medidas tomadas pelos decretos são importantes, mas poderiam ter sido feitas por medida provisória para evitar que os prazos sejam facilmente prorrogados.

“O meu temor é que, quando você trata esta matéria por decreto, amanhã o senhor, o presidente Lula, o governo vai ser pressionado para fazer outro, para prorrogar de novo. A gente conhece como isso funciona no Brasil”, diz Sávio.

O ministro das Cidades disse que os novos decretos também ampliam as possibilidades de ação do setor privado com parcerias público-privadas. Ele ainda explicou que o governo vai priorizar, no apoio aos processos de concessão, os modelos que visem a menor tarifa com o menor tempo de universalização. Ou seja, o valor da outorga ficará em segundo plano. O país não atende com água potável mais de 36 milhões de pessoas e os serviços de saneamento não chegam a 96 milhões.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara Dos Deputados

Comissão de Saúde debate saneamento no Brasil com o ministro das Cidades – Notícias

12/06/2023 – 12:43  

Fernando Frazão/Agência Brasil

No Brasil, milhões de pessoas não têm acesso à rede de coleta de esgotos e água tratada

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quarta-feira (14) com o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, sobre o saneamento básico no Brasil.

O debate com o ministro atende a requerimento da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). Ela destaca que o novo Marco Legal do Saneamento Básico trouxe inovações importantes para a reversão do quadro alarmante de acesso aos serviços de água e esgoto no Brasil, onde 100 milhões de pessoas não têm acesso à rede de coleta de esgotos e 35 milhões não recebem água tratada.

Para a deputada, o aumento da competitividade no setor tem efeito direto na geração de empregos, saúde, educação e melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente dos mais pobres.

“No entanto, o governo que se apresenta como salvador dos pobres propôs, por meio de decreto, estancar os avanços e voltar ao modelo de monopólio estatal, sem necessidade de licitações, que se mostrou ineficiente e extremamente danoso para nosso País”, criticou Adriana Ventura.

No início de maio, a Câmara aprovou projeto que suspende dispositivos de dois decretos presidenciais de regulamentação do novo marco do saneamento básico.

A audiência será realizada no plenário 7 a partir das 9 horas.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara Dos Deputados

CCJ aprova título de Capital Nacional das Águas ao município gaúcho de Rio Grande – Notícias

12/06/2023 – 09:43  

Billy Boss/Câmara dos Deputados

O relator Lucas Redecker recomendou a aprovação da proposta

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 1199/22, que confere ao município de Rio Grande (RS) o título de Capital Nacional das Águas.

Apresentado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), o projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Lucas Redecker (PSDB-RS). Caso não haja recurso para análise do Plenário, o texto seguirá direto para o Senado Federal.

O autor lembrou que Rio Grande é uma das localidades que compõem a região turística conhecida como Costa Doce Gaúcha, considerado o maior complexo lacustre do mundo – com as lagoas Mangueira, Mirim e Laguna dos Patos –, e o território da Costa do Mar, com municípios banhados pelo Oceano Atlântico.

Alceu Moreira destacou ainda a Estação Ecológica (Esec) do Taim, com 32 mil hectares, também localizada em Rio Grande. “Por proteger um dos últimos remanescentes do ecossistema banhado, essa unidade de conservação tem valor especial para estudos ecológicos”, afirmou o parlamentar.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara Dos Deputados

Saiba mais sobre o texto aprovado da MP do programa Minha Casa, Minha Vida – Notícias

07/06/2023 – 18:34  

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A MP foi votada na sessão do Plenário desta quarta-feira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) a medida provisória que reformula o programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), extinguindo o programa Casa Verde e Amarela. A MP perde a vigência no dia 14 e precisa ser votada ainda pelo Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Marangoni (União-SP), que introduziu diversas mudanças no texto. Entre elas, a permissão para uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para projetos relacionados à Regularização Fundiária Urbana (Reurb), como vias de acesso, iluminação pública, saneamento básico e drenagem de águas pluviais.

Segundo as novas regras, haverá três faixas de renda de beneficiados que vão até R$ 8 mil mensais. Nas áreas urbanas, a faixa 1 destina-se a famílias com renda bruta familiar mensal de até R$ 2.640; a faixa 2 vai até R$ 4,4 mil; e a faixa 3 até R$ 8 mil.

Em áreas rurais, os valores são equivalentes, mas contados anualmente devido à sazonalidade do rendimento nessas áreas. Assim, a faixa 1 abrangerá famílias com até R$ 31.680,00 anuais; a faixa 2 vai até R$ 52.800,00; e a faixa 3, até R$ 96 mil. A atualização dos valores poderá ser feita por ato do Ministério das Cidades, pasta que coordenará o programa.

Para calcular a renda, não serão considerados os benefícios temporários de natureza indenizatória, assistencial ou previdenciária, como auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família.

As operações feitas com base na Lei 14.118/21 (programa Casa Verde e Amarela) continuarão submetidas às regras dessa lei, podendo o ministério definir a aplicação de regras da MP que beneficiem os moradores.

Prioridades
O PMCMV será custeado por várias fontes e, quando o dinheiro na operação envolver o Orçamento da União, recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) ou do Fundo de Arrendamento Social (FAR), haverá prioridade para:

  • famílias que tenham a mulher como responsável;
  • famílias das quais façam parte: pessoas com deficiência, inclusive com transtorno do espectro autista (TEA), pessoas idosas, crianças ou adolescentes e com câncer ou doença rara crônica degenerativa;
  • famílias em situação de risco social e vulnerabilidade;
  • famílias em situação de emergência ou calamidade que tenham perdido a moradia em razão de desastres naturais;
  • famílias em deslocamento involuntário em razão de obras públicas federais;
  • famílias em situação de rua;
  • mulheres vítimas de violência doméstica e familiar;
  • famílias residentes em área de risco; e
  • povos tradicionais e quilombolas.

Adicionalmente, conforme a linha de atendimento, deverão ser observadas outras prioridades sociais, como as estipuladas no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10). Os entes federados participantes poderão incluir outros requisitos e critérios de modo a refletir situações de vulnerabilidade econômica e social locais, se autorizado pelo Ministério das Cidades.

Em nome da mulher
Os contratos e registros dos imóveis no âmbito do programa serão feitos prioritariamente no nome da mulher e, se ela for “chefe de família”, poderão ser firmados mesmo sem a outorga do cônjuge, exigência geral previstas no Código Civil.

O registro no cartório de imóveis poderá ser feito com declaração simples da mulher sobre os dados do cônjuge ou companheiro e sobre o regime de bens da comunhão.

Se ocorrer separação do casal, o imóvel fica no nome da mulher e, quando houver filhos, o imóvel ficará no nome de quem ficar com a guarda exclusiva, se houver.
Essas regras não se aplicam aos contratos de financiamento firmados com recursos do FGTS.

Especificamente para as mulheres vítimas de violência que estejam sob medida protetiva de urgência, o texto permite o distrato do contrato de compra e venda antes da entrega do imóvel a fim de se candidatar a unidade em outro local. Isso ajudará no caso de deslocamento para proteger a mulher.

Contrapartida
Quando houver contrapartida do beneficiário do programa, ela poderá ser por meio de pagamento de prestações; e outros participantes, como estados e municípios, poderão entrar com terrenos ou execução de obras e serviços para complementação do valor de investimento da operação, conforme regulamento.

Famílias com beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não pagarão participação financeira.

O acesso às moradias pelas famílias poderá ocorrer por meio de cessão, doação, locação, comodato ou arrendamento, além da compra.

Obras paradas
O texto aprovado inova também quanto às obras paradas, que deverão contar com 5% dos recursos dos fundos específicos de habitação e de emendas parlamentares, outra fonte de recursos incluída pelo relator.

Além da retomada de obras, os recursos vinculados poderão ser utilizados para obras de requalificação e em municípios de até 50 mil habitantes.

Valor da operação
A MP 1162/23 permite que vários itens façam parte do valor do investimento necessário à entrega das unidades habitacionais, como obras de infraestrutura, para instalação de escolas, geração de energia de fonte renovável, prestação de assistência técnica, despesas com taxas e custos cartoriais, obras para prevenir ou mitigar desastres naturais, terraplanagem de lotes ou instalação de tecnologia de informação e comunicação.

Entretanto, o relator excluiu do texto e também da anterior lei do PMCMV a permissão para a assistência técnica e os seguros de obras e pós-obras fazerem parte do investimento bancado pelas fontes de recursos.

Financiamento internacional
Além dos fundos habitacionais, poderão financiar o programa recursos vindos de operações de crédito de iniciativa da União firmadas com organismos multilaterais de crédito (Banco dos Brics, por exemplo).

O programa poderá contar ainda com recursos do Orçamento da União, do FGTS e do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) se o beneficiário tiver perdido sua casa em desastre que provocou estado de calamidade pública reconhecido.

O Orçamento poderá também alocar subvenções para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro das operações realizadas pelos bancos participantes ou para parcerias público-privadas.

A União, os estados e os municípios poderão complementar o valor das operações com incentivos e benefícios financeiros, tributários ou creditícios.

Entretanto, para os estados e municípios participarem do programa, deverão contar com lei assegurando a isenção do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) relacionados às unidades ofertadas aos beneficiários, contanto que vinculadas a recursos vindos do Orçamento federal, do FNHIS, do FAR ou do FDS.

Vedações
A MP 1162/23 proíbe a concessão de subvenção econômica ao beneficiário se ele:

  • tiver financiamento do FGTS;
  • for proprietário ou promitente comprador ou titular de usufruto ou arrendamento de imóvel residencial, regular, com padrão mínimo de edificação e de habitabilidade e dotado de saneamento básico e energia elétrica, em qualquer parte do País; ou
  • tenha recebido, nos últimos dez anos, benefícios similares exceto os destinados à compra de material de construção e o Crédito Instalação concedido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

No entanto, poderá se beneficiar do programa se:

  • tiver propriedade de imóvel residencial, ainda que por herança ou doação, em fração ideal de até 40%;
  • tiver perdido o único imóvel em situação de emergência ou calamidade formalmente reconhecida; ou
  • fizer parte de reassentamento, remanejamento ou substituição de moradia em razão de obras públicas.

Tributo menor
Outra novidade no texto aprovado é a volta do tributo federal unificado de 1% incidente sobre a receita mensal de empreendimentos de construção e incorporação de imóveis residenciais de interesse social. Essa redução valeu até dezembro de 2018 e abrange o IRPJ, a CSLL, a Cofins e o PIS/Pasep. O tributo normal é de 4% para empreendimentos fora de programas habitacionais.

No entanto, diferentemente da última regra, que limita o valor do imóvel a R$ 100 mil, o texto do relator não fixa limite de valor, exigindo apenas que o imóvel seja destinado a beneficiários enquadrados na faixa urbano 1 do PMCMV (renda bruta familiar mensal até R$ 2.640,00).

Aportes eventuais de estados e municípios na construção considerados como receitas pagarão tributos nesse mesmo percentual.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara Dos Deputados

CCJ aprova título de Capital dos Parques Temáticos para o município gaúcho de Canela – Notícias

07/06/2023 – 12:34  

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O relator do projeto, Bacelar

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 4852/20, que concede à cidade de Canela (RS) o título de Capital Nacional dos Parques Temáticos.

Apresentado pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS), o projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Bacelar (PV-BA). Caso não haja recurso para análise do Plenário, o texto seguirá direto para o Senado Federal.

O autor argumenta que Canela é nacionalmente conhecida por seus atrativos e cita levantamento feito recentemente pelo governo do Rio Grande do Sul mostrando que, a cidade possui 22 parques temáticos, dos mais variados tamanhos, formatos, visibilidade e conteúdo.

Além disso, destaca que, em 2019, os parques Terra Mágica Florybal e Alpen receberam os prêmios de melhores parques de diversões da América do Sul, pela Traveller’s Choice do site Trip Advisor.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara Dos Deputados

Cancelado debate sobre o Fator Amazônico e a equidade de investimentos públicos – Notícias

05/06/2023 – 13:48  

Raphael Alves/Amazônia Real

Transporte no Amazonas é feito predominantemente de barco

A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados cancelou o debate que realizaria nesta terça-feira (6) sobre questões relacionadas ao Fator Amazônico e à equidade dos investimentos públicos. A comissão ainda não marcou nova data para discutir o assunto.

O debate foi solicitado pela deputada Professora Goreth (PDT-AP). Ela explica que o termo “Fator Amazônico” ou “Custo Amazônico” é utilizado para se referir aos custos adicionais de logística e transporte que empresas e governos precisam arcar para realizar operações comerciais, infraestruturais ou de serviços na região amazônica do Brasil.

“Esses custos são influenciados pela complexidade da região amazônica, que apresenta uma vasta extensão territorial e um ambiente de difícil acesso, com vastas áreas cobertas por floresta, rios e estradas precárias”, afirma.

Professora Goreth acrescenta que na Amazônia a forma convencional de realizar projetos e serviços não funciona. Ela exemplifica que o transporte é feito predominantemente pelos rios e depende da maré. Até as escolas precisam adaptar o horário das aulas ao momento da maré cheia.

“Há estudantes, por exemplo, que passam mais de duas horas diárias navegando os rios amazônicos para chegar à escola e quando chegam ao destino não encontram sequer uma alimentação reforçada, porque devido o custo, na maioria das vezes (se não em todas), crucifica-se a qualidade”, diz.

“É de suma relevância para esta Comissão o debate sobre a equidade de investimentos públicos, ou seja, a distribuição justa e equitativa de recursos para investimentos em diferentes regiões e promover um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo”, defende.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara Dos Deputados

Comissão debate o Fator Amazônico e a equidade de investimentos públicos – Notícias

02/06/2023 – 10:11  

Raphael Alves/Amazônia Real

Transporte no Amazonas é feito predominantemente de barco

A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados debate na terça-feira (6) questões relacionadas ao Fator Amazônico e à equidade dos investimentos públicos. O debate foi solicitado pela deputada Professora Goreth (PDT-AP).

A deputada explica que o termo “Fator Amazônico” ou “Custo Amazônico” é utilizado para se referir aos custos adicionais de logística e transporte que empresas e governos precisam arcar para realizar operações comerciais, infraestruturais ou de serviços na região amazônica do Brasil.

“Esses custos são influenciados pela complexidade da região amazônica, que apresenta uma vasta extensão territorial e um ambiente de difícil acesso, com vastas áreas cobertas por floresta, rios e estradas precárias”, afirma.

Professora Goreth acrescenta que na Amazônia a forma convencional de realizar projetos e serviços não funciona. Ela exemplifica que o transporte é feito predominantemente pelos rios e depende da maré. Até as escolas precisam adaptar o horário das aulas ao momento da maré cheia.

“Há estudantes, por exemplo, que passam mais de duas horas diárias navegando os rios amazônicos para chegar à escola e quando chegam ao destino não encontram sequer uma alimentação reforçada, porque devido o custo, na maioria das vezes (se não em todas), crucifica-se a qualidade”, diz.

“É de suma relevância para esta Comissão o debate sobre a equidade de investimentos públicos, ou seja, a distribuição justa e equitativa de recursos para investimentos em diferentes regiões e promover um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo”, defende.

Foram convidados, entre outros:
– a secretária nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Adriana Melo;
– a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Alessandra Cardoso;
– o diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá, André dos Santos Abdon; e
– o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo Pereira.

Confira a lista completa de convidados

O debate será realizado às 9h30, no plenário 15.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara Dos Deputados

Comissão mista aprova MP que retoma Minha Casa, Minha Vida – Notícias

01/06/2023 – 16:35  

Jefferson Rudy/Agência Senado

Marangoni incluiu no texto novas formas de construir moradias e agentes financiadores

A Comissão mista que analisa a medida provisória que retoma o Programa Minha Casa, Minha Vida (MP 1162/23) aprovou nesta quinta-feira (01) o relatório do deputado Marangoni (União-SP), que faz mudanças substanciais na versão original enviada pelo governo. O texto seguirá agora para o Plenário da Câmara dos Deputados.

Marangoni manteve os critérios de renda para a qualificação de famílias ao programa como previsto na versão original, no entanto fez alterações para acatar mais de 80 emendas propostas na comissão.

O relator afirmou que a intenção foi a de aprimorar o programa, incluindo novas formas de construir moradias e agentes financiadores, bem como expandindo o escopo dos beneficiados. “Modernizamos, corrigimos falhas, humanizamos, trouxemos novas formas e possibilidades de produção para que a gente tenha um cardápio maior para oferecer para todos que sofrem por não ter sua moradia”, reforçou o parlamentar.

Uma das mudanças prevê o fim da exclusividade da Caixa Econômica Federal e estímulo a entrada de bancos privados, inclusive bancos digitais, e instituições financeiras locais, como cooperativas de crédito, na operação do programa.

Para tanto, essas instituições financeiras devem fornecer informações sobre as transferências ao Ministério das Cidades, por meio de aplicativo que identifique o destinatário do dinheiro.

O relatório também altera a legislação atual para permitir que os contratos de imóveis no âmbito do programa sejam formalizados por meios digitais e eletrônicos.

Reformas
Em outro ponto, o relatório prevê que, no mínimo, 5% dos recursos da política habitacional sejam repassados fundo a fundo ou por meio de convênios para financiar a retomada de obras paradas, a reforma (retrofit) ou requalificação de imóveis inutilizados, bem como as obras habitacionais em municípios de até 50 mil habitantes.

Energia
Marangoni também acatou emenda que prevê o desconto de 50% na conta de energia dos consumidores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais do governo (CadÚnico).

O parecer também inclui critérios de sustentabilidade e eficiência energética, bem como reaproveitamento não potável das águas cinzas. “Tudo isso traz mais sustentabilidade econômica para os empreendimentos, porque reduz os custos das famílias no custeio de suas unidades”, reforçou o relator.

Subsídios
Com o objetivo de redirecionar as moradias de baixa renda para áreas mais privilegiadas, o relatório prevê três subsídios: o verde, destinado a projetos com uso de tecnologias sustentáveis e ambientais; o de localização, para empreendimentos próximos a áreas urbanas e integrados ao transporte público; e o de qualificação, para construções que incluam áreas comerciais.

O texto aprovado também inclui as mulheres vítimas de violência doméstica e as famílias residentes em áreas de risco entre as prioridades para firmar contratos de moradia.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara Dos Deputados

Comissão aprova atendimento prioritário a jovens no Minha Casa, Minha Vida – Notícias

01/06/2023 – 14:14  

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Deputada Laura Carneiro, relatora do projeto de lei

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta prevendo o atendimento prioritário no programa Minha Casa, Minha Vida a famílias com pessoas de 15 a 29 anos (definidas como jovens pelo Estatuto da Juventude) com acesso reduzido a serviços de educação, cultura, esporte e lazer.

O texto aprovado também determina que sejam priorizadas, se possível, famílias com pessoas em situação de rua, com doença crônica incapacitante para o trabalho ou beneficiárias de prestação continuada de assistência social (BPC). Além disso, deverá ser considerada a proximidade entre o empreendimento e o local de trabalho do potencial beneficiário; e o tempo de residência do beneficiado no município. O atendimento a todos esses critérios e segmentos, inclusive os jovens, será facultativo.

A proposta muda a Lei 11.977/09, que criou o programa habitacional, que prevê prioridade – nestes casos, obrigatória – para famílias sob responsabilidade de mulheres; para aquelas tenham algum integrante com deficiência; e para as desabrigadas ou residentes em áreas de risco ou insalubres.

O texto aprovado é o substitutivo adotado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa ao Projeto de Lei 6095/13,  do ex-deputado Valadares Filho, e apensados. A relatora da Comissão de Previdência, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação do substitutivo, com subemenda de técnica legislativa.

Estatuto da Juventude
“Concordamos com os preceitos adotados por aquela comissão, na medida em que focalizam as prioridades dos próprios grupos familiares, entre os quais: buscam se beneficiar de moradias próximas ao local de trabalho, para diminuir os deslocamentos diários”, observou Laura Carneiro.

A deputada citou outros avanços na proposta, como procurar unidades nas localidades em que (os beneficiários) residem há mais tempo, que tendem a estar mais próximas de seus familiares, de modo a “facilitar o oferecimento de cuidados, ainda mais necessários em situação comprovada de doença crônica incapacitante para o trabalho e de jovens com reduzido acesso a educação, cultura, esporte e lazer, em linha com os objetivos do Estatuto da Juventude”.

O substitutivo também prevê que o Poder Público local terá a responsabilidade de instalar ou ampliar, nas áreas alcançadas pelo Minha Casa, Minha Vida, equipamentos de educação, cultura, esporte, saúde, lazer e transporte público.

Tramitação
O projeto ainda precisa ser analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Lara Haje
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara Dos Deputados

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